Infelizmente é cada vez mais difícil fazer projecto em portugal. Só os freelancers ou os iluminados têm a oportunidade de praticar aquilo que todos aprendemos por igual.
A vida de obra pode ser dura, não é para qualquer um. Implica muita dedicação, constantes preocuações com o desenvolvimento dos trabalhos e com as trapalhadas do pessoal. Além disso cada vez mais implica deslocações frequentes.

Não acho que uma prepare mais do que outra para a continuidade da vida profissional. Também não acho que haja uma área "melhor" que a outra. Há uns tempos pediam muitos engenheiros de vias de comunicação. Acabaram-se as autoestradas e muitos ficaram sem hipótese de conseguir emprego.
Tudo depende de um sem n+umero de variáveis que têm a ver com o enquadramento económico do país e com o tipo de obras públicas predominantes numa determinada altura.

O meu conselho é: faz o que mais gostares, não vás para uma área só porque alguém diz que é melhor ou que tem mais saída.



Citar Publicado Originalmente por Fabio Oliveira Ver Mensagem
Boa noite,

Eu sou estudante da FEUP vou agora ingressar no 5º ano (especialização), de momento encontro-me num estágio de verão em gabinete de obra a efetuar orçamentação e dar apoio para elaboração de propostas para concursos de reabilitação de edifícios, que me causou algum interesse nesta área.

A minha situação é a seguinte:

Sou bom aluno em estruturas, e tenho gosto pelo cálculo e projeto, pretendendo começar a minha carreira talvez na área de projeto se me for possivel, pelo que penso em seguir a área de estruturas, mas a longo prazo gostaria de enveredar pelo lado de gestão de obra.

A questão é:

Seguindo a área de estruturas é uma mais valia ou uma menos valia se um dia quiser seguir direcção de obra?

Ficar uns anos a projetista torna-me um dia mais ou menos competente no controlo de obra?

Existe compatibilidade entre estas duas vertentes? Por forma a puder crescer como engenheiro de forma equilibrada?

Sinto-me um pouco bipartido em ser projetista ou gestor de obra. O ideal para mim era ser os dois. mas é impossivel.

Agradeço a atenção e amabilidade dispendida,

Fábio Oliveira